O ex-presidente Jair Bolsonaro já tem compromisso na sua volta ao Brasil. Ele foi intimado pela Polícia Federal para depor no caso sobre as joias da Arábia Saudita.
A corporação também intimou o militar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República, e Marcelo Câmara, assessor de Jair Bolsonaro (PL).
O ex-presidente chega ao Brasil na manhã desta quinta-feira (30/3), após quase três meses nos EUA. Ele deve ir do aeroporto à sede do PL, onde encontrará a esposa Michelle Bolsonaro e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.
Um dos presentes enviados pela Arábia Saudita por meio do ex-ministro Bento Albuquerque foi entregue para compor o acervo pessoal de Bolsonaro em novembro de 2022. Segundo o ex-ministro, mais de um pacote foi entregue pelo governo saudita por ocasião da missão brasileira que esteve no Oriente Médio em 2021.
Um conjunto de joias e relógio avaliado em R$ 16,5 milhões, que seria para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi retido pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos (SP). Outro pacote, com relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário, todos da marca suíça de diamantes Chopard e supostamente destinados a Bolsonaro, estava na bagagem de um dos integrantes da comitiva e não foi interceptado pelo Fisco.
O político deverá ser questionado sobre a origem e o destino das peças em ouro e diamante que deveriam estar no acervo público da Presidência da República. “Vai ser explicado”, disse o senador Ciro Nogueira, em entrevista ao UOL.
Segundo o ex-chefe da Casa Civil, o fato do ex-presidente ter se apropriado indevidamente de patrimônio público não terá repercussão negativa à sua imagem pública: “Ele não tem cara de ladrão, não tem atitude de ladrão.”
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