A Polícia Federal cumpre 13 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma quadrilha envolvida com a compra de ouro extraído ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
Segundo a PF, a organização criminosa movimentou R$ 422 milhões em 5 anos.
Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima e são cumpridos em Goiás, São Paulo e Roraima.
Entre os investigados estão empresários, advogados e um servidor público de Boa Vista,capital de Roraima.
Segundo a PF, o dinheiro usado para comprar o ouro chegava até Boa Vista Roraima principalmente por via terrestre, em viagens que levavam mais de uma semana.
A saída do ouro de Roraima era por voos e, segundo a PF, a quadrilha contava com a colaboração funcionário de uma companhia aérea que auxiliaria o despacho do mineral. O nome da companhia não foi divulgado.
As investigações começaram após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreender mais de R$ 4 milhões em espécie em um veículo no município de Cáceres, no Mato Grosso.
Uma das empresas suspeitas de participar do esquema já esteve envolvida em uma ação da PF que apreendeu 111 kg de ouro em um avião em Goiânia, Goiás.
Quem são os alvos: Robson Barradas de Souza, Anderson Galego da Luz, Ronaldo Alcoforado dos Santos, Lucan Pereira de Lima, Carlos Alberto Diegues, Marcus Paulo Moura Fortuna, Cleuvio Esdras Castro Queiroz, Cezar Chamma, Felipe Mendes Barbosa, Vilkson Cristian Moraes de Almeida, Arlan Douglas Vieira dos Santos, João de Deus Pereira Barros, Ana Paula Gibim de Freitas, Ammar Alshikh Mohamad, RJR MINAS EXPORT, ADV dos Santos (Ronaldo Camarão), Pacheco FH LTDA, Da Silva e Cia LTDA, Akyllas (A. J. Almeida Souza Eirelli), Goyaz Gold Comércio e Exportação de Minério, Pereira Comercial, Pellegrini da Silva e Soares Silva LTDA, João Maciel Duarte Vieira e João Felipe da Costa Filho.
G1





