(Da Redação com Agências) Os partidos políticos receberão R$ 6 bilhões de dinheiro público em 2022. A maior parte deste dinheiro, R$ 4,9 bilhões, terá origem no Fundo Eleitoral, que é gasto exclusivamente para financiar as campanhas dos candidatos aos diversos cargos em disputa.
Os R$ 1,1 bilhão restante tem como fonte o Fundo Partidário, recurso que é repassado todos os anos às legendas para que elas paguem despesas com manutenção de suas sedes, funcionários, eventos, entre outras. Porém, é tradição que, em ano eleitoral, o Fundo Partidário seja usado para reforçar o financiamento das campanhas. Todo esse dinheiro levanta a discussão sobre o custo das eleições no Brasil e se esse modelo se traduz em mais qualidade para a democracia no país.
“O custo da democracia existe”, diz o cientista político Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele defende a destinação de recursos públicos para o financiamento de partidos políticos e dos candidatos, mas não no montante atual, que considera “exorbitante”. Na avaliação do cientista político, no máximo deveria ser repetido o valor do Fundo Eleitoral de 2018.
Naquele ano, foi destinado R$ 1,7 bilhão para os partidos gastarem nas eleições via este fundo – corrigido pela inflação do período, o valor chega a R$ 2 bi, menos da metade do que as siglas receberão em 2022 por este meio.
Prando considera que, na visão do cidadão brasileiro, não compensa destinar recursos públicos para as eleições por causa da má qualidade da representação política.
“O eleitor entende que, na grande maioria das vezes, especialmente para os cargos do Legislativo que são vereadores, deputados estaduais, deputados federais ou senadores, a representação política não é de boa qualidade. Portanto, ele avalia que o que é gasto com o político é muito e o retorno dado é menor do que aquilo que potencialmente o político poderia dar à sociedade”, afirma.





