
O papa Francisco apelou ao fim da violência neste domingo (8/10), dizendo que o terrorismo e a guerra não resolveriam quaisquer problemas, mas apenas trariam mais sofrimento e morte a pessoas inocentes. “A guerra é uma derrota, apenas uma derrota. Rezemos pela paz em Israel e na Palestina”, afirmou o pontífice no seu discurso semanal aos fiéis na Praça de São Pedro.
Ao lançar o ataque no sábado, o Hamas disse que a ofensiva foi motivada pelos “ataques crescentes” de Israel contra os palestinos na Cisjordânia, em Jerusalém e contra os palestinos nas prisões israelenses. O comandante militar do grupo, Mohammad Deif, convocou os palestinos de todo o mundo para lutar.
Considerado terrorista pelos Estados Unidos e boa parte dos países europeus, o Hamas prega a destruição de Israel em seu estatuto. Foi criado em 1987, após o início da primeira intifada, levante palestino contra forças israelenses.
A escalada surge num contexto de violência crescente entre Israel e militantes palestinos na Cisjordânia ocupada por Israel, onde uma autoridade palestina exerce um governo limitado, à qual se opõe o Hamas.
A Jihad Islâmica tem como objetivo a criação de um Estado palestino islâmico e a destruição de Israel por meio de uma guerra santa. Tanto o Hamas como o Hizbullah, bem como a Jihad Islâmica, recebem armamento e inteligência do Irã, segundo autoridades de defesa israelenses.
“Estamos embarcando numa guerra longa e difícil que nos foi imposta por um ataque assassino do Hamas”, afirmou Netanyahu em comunicado. Ato contínuo, o Exército de Israel anunciou que vai retirar milhares de pessoas que moram perto da Faixa de Gaza.
Reuters e AFP





