
O papa Francisco, 88, morreu de AVC (acidente vascular cerebral) e insuficiência cardíaca, segundo o boletim médico divulgado pelo Vaticano na tarde desta segunda-feira (21/4).
De acordo com o atestado de óbito assinado pelo médico do Vaticano Andrea Arcangeli, o papa entrou em coma antes de sua morte no início da manhã.
Francisco tinha histórico de insuficiência respiratória aguda, causada por pneumonia bilateral, múltiplas bronquiectasias (dilatação dos brônquios), hipertensão e diabetes tipo 2.
Foi a pneumonia que o levou a ser hospitalizado em 14 de fevereiro, a quarta e mais longa internação desde sua eleição em 2013.
Durante o período, o papa sofreu diversas crises respiratórias. Uma semana depois, ele teve crise asmática prolongada e também recebeu transfusão de sangue devido a uma trombocitopenia (diminuição das plaquetas) associada a uma anemia.
Em março, Francisco sofreu dois episódios de insuficiência respiratória aguda, causados por um acúmulo de líquido no pulmão, seguido por broncoespasmos.
O papa já teve problemas respiratórios quando jovem. Aos 21 anos, quase morreu de pleurisia, inflamação da camada de tecido fino que reveste os pulmões, e precisou retirar o lobo superior do pulmão direito.
Folhapress





