O papa Francisco apareceu neste domingo (23/3) ao público pela primeira vez desde que foi internado no hospital Agostino Gemelli, em Roma, há 37 dias. Por volta das 12h (8h de Brasília), ele foi a uma varanda do quinto andar da estrutura.
Na cadeira de rodas, ele acenou aos fiéis aglomerados sob a janela e, ao microfone, agradeceu. “Obrigada a todos. Vejo uma senhora com as flores amarelas. Boa!”, disse, com voz ofegante, mas sem interrupções. Depois, fez o sinal da cruz com a mão e aparentou um início de tosse. A aparição durou pouco mais de um minuto.
O pontífice deixou o hospital logo em seguida, conforme anunciado pela equipe médica no sábado (22). Ele usava um cateter nasal dentro do veículo, embora tenha aparecido na janela sem o dispositivo. Em seguida, sua comitiva de carros se dirigiu à basílica de Santa Maria Maior, onde o papa costuma passar depois de viagens e onde já esteve depois de outras internações —é lá que ele pediu para ser enterrado. Depois, chegou ao Vaticano.
Pouco antes de o papa aparecer, havia sido divulgado o texto do Angelus, a oração que costuma fazer aos domingos, da janela do Palácio Apostólico, para os fiéis reunidos na praça São Pedro. Foi o sexto domingo que o Angelus foi anunciado por escrito.
“Neste longo período de hospitalização, tive a oportunidade de experimentar a paciência do Senhor, que vejo refletida também na preocupação incansável dos médicos e dos profissionais de saúde, bem como na atenção e nas esperanças das famílias dos enfermos”, disse o papa no texto.
Como costuma fazer, comentou conflitos em andamento e lamentou a retomada dos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza. “Peço que silenciem imediatamente as suas armas e que se tenha a coragem de retomar o diálogo, para que todos os reféns sejam libertados e se alcance um cessar-fogo definitivo. Na Faixa, a situação humanitária é mais uma vez muito grave e exige o compromisso urgente das partes em conflito e da comunidade internacional.”
Folhapress





