A Pan Produtos Alimentícios requisitou sua autofalência à Justiça.
A empresa confessa, assim, sua incapacidade de saldar dívidas e de seguir em atividade.
O pedido foi protocolado na 1ª RAJ (Região Administrativa Judiciária), no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
A empresa, famosa pelos “cigarros” de chocolate, já tinha pedido recuperação judicial em março de 2021. Mas não conseguiu se reerguer.
Ela acumula dívidas de R$ 260 milhões e tem atualmente 52 funcionários.
O prazo de recuperação judicial terminou há duas semanas. E a empresa pediu 90 dias suplementares para conseguir saldar seus débitos.
O juiz deu prazo de 48 horas para manifestação do administrador judicial Fabio Rodrigues Garcia e o Ministério Público se manifestarem.
O administrador judicial opinou por negar a extensão do prazo. O MP, que já pediu a falência da empresa três vezes, deve seguir pelo mesmo caminho.
Por causa disso, a única saída é a autofalência, que deve ser aceita pela Justiça.
“Imperiosa será a concessão do derradeiro prazo (90 dias), sem o qual não haverá outra alternativa, senão desde já requerer a decretação da autofalência continuada” disse a Pan no requerimento apresentado ao tribunal.
A companhia pede ainda que, depois da falência, a Justiça conceda a ela um prazo de seis meses para “liquidar todos os débitos dos trabalhadores ativos e débitos pós-recuperação judicial”.
Chega ao fim, assim, a história da empresa fundada há 88 anos que foi pioneira em criar o primeiro chocolate diet ao leite no Brasil, ficando famosa também por produtos como a bala Paulistinha, inspirada na Revolução Constitucionalista de 1932, lápis e barras de chocolate em formado de quadrado, peixe e charutos fabricadas com uma massa de chocolate pouco refinada e embrulhados em papel alumínio.
A Pan era uma empresa familiar que foi adquirida pelo Grupo Brasil Participações em 2016. O plano era transformá-la em uma das cinco maiores indústrias do ramo no país, com a abertura de 300 lojas franqueadas. Mas ele fracassou.
Folhapress





