O percentual de eleitores que acham que a situação econômica do país melhorou nos últimos meses igualou o melhor momento do governo de Jair Bolsonaro (PL), e as expectativas positivas para os próximos meses são as mais elevadas desde o início do mandato do presidente, segundo pesquisa Datafolha. O levantamento, realizado entre os dias 20 e 22/9, também aponta o maior índice dos que consideram que a situação pessoal melhorou desde o início da série, em 2015.
A situação econômica do país ficou mais favorável nos últimos meses para 3 em cada 10 eleitores (28%), mesmo índice aferido antes da pandemia, em dezembro de 2019, e a sensação de melhora também vem aumentando ao longo do segundo semestre. Em agosto, 25% viam a trajetória da economia brasileira de forma positiva, e 15% pensavam assim em junho.
Essa percepção otimista, às vésperas das eleições, é maior entre os homens (35%), aqueles com mais anos de estudo (35%) e os mais ricos —com renda familiar acima de dez salários mínimos (46%).
Os eleitores do presidente Bolsonaro têm uma visão mais otimista da economia —64% veem uma melhora, ante 59% dos que se sentiam assim em 18 de agosto.
Dos que pretendem votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 7% pensam dessa forma agora, mesmo patamar do mês passado. A percepção positiva subiu, sobretudo, entre os eleitores de Simone Tebet (MDB), que passaram de 9% para 16% no período.
Alguns dados econômicos recentes ajudam a entender o aumento no número de entrevistados que dizem que a economia teve desempenho melhor —mas é preciso ponderar os efeitos desses indicadores.
Agosto, por exemplo, registrou o segundo mês seguido de deflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo), sob efeito do recuo dos preços dos combustíveis. Em 12 meses, a inflação acumulada foi de 8,73% —ante os 10,07% registrados no mês anterior.
Ainda assim, a inflação do Brasil era a 8ª maior de uma lista das 20 principais economias do mundo. O grupo de alimentação e bebidas continuou em alta, de 0,24% em agosto e de 13,43% em 12 meses. E a inflação da cesta básica, que afeta mais impiedosamente os mais pobres, era de 25,9% em 12 meses, de acordo com estudo da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).
Folhapress





