17/09/2026

ONU pede que Israel responda por “crimes de guerra” e embargo a armas


O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), composto por 47 países, votou resolução para que Israel seja responsabilizado por possíveis “crimes de guerra” e “crimes contra a humanidade”. E também para que nações parem de vender ou enviar armas a Israel. Os armamentos estão sendo usados na guerra contra o Hamas, principalmente na Faixa de Gaza.

Com 28 votos a favor, seis contra e 13 abstenções, em votação nesta sexta-feira (5/4), o órgão definiu que a resolução ajuda a prevenir violações de direitos contra os civis palestinos.

No documento, o conselho apela aos investigadores independentes da ONU para que eles identifiquem armas, munições e qualquer equipamento de “dupla utilização” (contra militares e civis). A medida duraria até que os israelenses liberem água e ajuda humanitária aos palestinos.

A ideia é aumentar a pressão internacional sobre Israel em relação à ocupação violenta da Faixa de Gaza. Desde o dia 8 de outubro do ano passado, depois da ação terrorista do Hamas que matou mais de 1.200 pessoas, os militares israelenses atuam no território.

Na votação, Estados Unidos e Alemanha se posicionaram contra a resolução. Enquanto isso, França e Japão preferiram a abstenção. E países como Bélgica, Finlândia e Luxemburgo se mostraram favoráveis.

Apesar das palmas no fim da votação, a representante de Israel se mostrou irritada, principalmente no que diz respeito à responsabilização por “crimes de guerra”. Ela afirmou que não participaria do resto da sessão do dia e classificou o ato como “mancha no Conselho de Direitos Humanos e nas Nações Unidas como um todo”.

Meirav Eilon Shahar, embaixadora israelense no órgão, afirmou que o “conselho há muito abandonou o povo israelense e defendeu o Hamas”. “Tornou-se um escudo para terroristas. Fez vista grossa a quaisquer atos de violência contra israelenses e judeus”, acusou.

“Não sei se algum de vocês contou, mas Israel aparece na resolução 59 vezes – 59 vezes. O Hamas não aparece”, continuou.

A verdade, porém, é que a pressão, principalmente dos Estados Unidos, histórico aliado de Israel, tem feito diferença. O governo israelense aprovou “medidas imediatas” para permitir a entrada de mais ajuda humanitária em Gaza.

O anúncio aconteceu nesta sexta, a partir do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Tel Aviv afirmou, por meio de comunicado, que a passagem de Erez, no norte de Gaza, seria temporariamente reaberta pela primeira vez desde o início da guerra, em 7 de outubro, quando o Hamas promoveu ataques terroristas contra Israel, que reagiu com investidas aéreas e incursões terrestres no território palestino.
Metrópoles

O Diário Caiçara é produzido por uma equipe capacitada que apura, publica e reproduz diariamente, dezenas de notícias sobre o Litoral Norte Paulista e outros conteúdos de relevância. Seguimos um rígido padrão editorial, com verificação cuidadosa de informações e compromisso permanente com a verdade. Nosso trabalho é pautado pela transparência, responsabilidade e pelo jornalismo sério que garante a credibilidade de tudo o que entregamos ao leitor. Diário Caiçara: em defesa do jornalismo profissional.

Rolar para cima