
O número de afogamentos registrados nos 10 primeiros meses de 2023 no Litoral Norte de São Paulo apresentou aumento na comparação com o mesmo período do ano passado – é o que apontam os dados do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), levantados a pedido do g1.
De acordo com os números, o aumento no período foi de 15,7%. Isso porque, entre janeiro e outubro do ano passado, os Bombeiros haviam contabilizado 706 ocorrências de afogamentos, enquanto neste ano, no mesmo período, foram 817 casos.
O levantamento do GBMar leva em consideração as ocorrências registradas em três das quatro cidades do Litoral Norte: Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba.
Quem puxou a lista do aumento neste ano foi Ubatuba, que teve o maior número de ocorrências registradas e o maior aumento percentual, passando de 330 afogamentos em 2022 para 458 em 2023 – o que representou salto de 38,8%.
Em São Sebastião, as ocorrências de afogamento passaram de 338 para 325 – uma queda de 3,85% –, enquanto em Caraguatatuba o número caiu 10,5%, indo de 38 para 34.
O número de vítimas salvas nessas ocorrências de afogamentos também teve aumento, segundo os dados do GBMar: 18%.
De acordo com o levantamento, nos 10 primeiros meses de 2022 haviam sido salvas 1.006 vítimas de afogamentos pelos bombeiros. Já no mesmo período deste ano, o número subiu para 1.187.
Em Ubatuba, o número de vítimas salvas também subiu na comparação entre os anos. Em 2022, até outubro, foram 479 vítimas salvas, enquanto neste ano foram 660 – o que representou um salto de 37,8%.
Em Caraguatatuba também houve aumento: 7,69%. Isso porque foram 39 vítimas salvas no ano passado e 42 neste ano. São Sebastião, por sua vez, teve queda de 0,61%, passando de 488 para 485.
No mesmo período, as cidades do Litoral Norte paulista tiveram uma morte por afogamento a mais do que em 2022. Segundo o levantamento do GBMar, foram 11 mortes entre janeiro e outubro do ano passado contra 12 neste ano — crescimento de 9,09%.
Em São Sebastião e em Ubatuba foram registrados os mesmos números em ambos os anos: três e seis óbitos, respectivamente. Apenas em Caraguatatuba houve aumento, passando de duas para três mortes neste ano até outubro.
g1





