Há um ano, o Nubank (NUBR33) lançou o Reserva Imediata, um fundo vendido como uma opção para colocar a reserva de emergência.
O aporte mínimo era de R$ 1, e a liquidez era diária. Ou seja: precisou do dinheiro, resgatou no mesmo dia. Com isso, o Reserva Imediata se tornou o maior fundo de renda fixa do país em investidores, com 1,3 milhão de investidores.
O patrimônio líquido soma R$ 2,5 bilhões.
Só que a história de ser um fundo de reserva de emergência era uma meia verdade, e isso veio à tona com a bomba das Americanas.
De acordo com o regulamento, o fundo do Nubank precisa manter 50% do seu portfólio em títulos públicos, tipo Tesouro Selic.
A outra metade da carteira poderia ser alocada em títulos privados, como são as debêntures.
A condição é que eles tivessem remuneração atrelada ao CDI, ou seja, fossem pós-fixados.
Isso o Nubank sempre deixou claro aos investidores, é bom dizer. O banco também diz que a carteira é composta por ativos “bastante estáveis” e de baixo risco.
O problema é que o risco é baixo, mas existe: com a revelação do escândalo da Americanas, as debêntures da companhia – que compunham parte da carteira do Nubank – derreteram. E o fundo caiu 0,75% em um dia.
É claro que o escândalo era imprevisível. Mas é por isso mesmo que não é comum que fundos que se vendam como “bons para reserva de emergência” carreguem tal risco.
O normal é que eles tenham basicamente tudo investido em títulos públicos. Os que contêm debêntures precisam deixar claro que embutem algum risco, ou seja, que o cliente pode eventualmente perder dinheiro.
Você S/A





