17/09/2026

Nubank arriscou dinheiro de clientes ao colocar debêntures da Americanas em Fundo de Reserva de Emergência.

Há um ano, o Nubank (NUBR33) lançou o Reserva Imediata, um fundo vendido como uma opção para colocar a reserva de emergência.

O aporte mínimo era de R$ 1, e a liquidez era diária. Ou seja: precisou do dinheiro, resgatou no mesmo dia. Com isso, o Reserva Imediata se tornou o maior fundo de renda fixa do país em investidores, com 1,3 milhão de investidores.

O patrimônio líquido soma R$ 2,5 bilhões.

Só que a história de ser um fundo de reserva de emergência era uma meia verdade, e isso veio à tona com a bomba das Americanas.

De acordo com o regulamento, o fundo do Nubank precisa manter 50% do seu portfólio em títulos públicos, tipo Tesouro Selic.

A outra metade da carteira poderia ser alocada em títulos privados, como são as debêntures.

A condição é que eles tivessem remuneração atrelada ao CDI, ou seja, fossem pós-fixados.

Isso o Nubank sempre deixou claro aos investidores, é bom dizer. O banco também diz que a carteira é composta por ativos “bastante estáveis” e de baixo risco.

O problema é que o risco é baixo, mas existe: com a revelação do escândalo da Americanas, as debêntures da companhia – que compunham parte da carteira do Nubank – derreteram. E o fundo caiu 0,75% em um dia.

É claro que o escândalo era imprevisível. Mas é por isso mesmo que não é comum que fundos que se vendam como “bons para reserva de emergência” carreguem tal risco.

O normal é que eles tenham basicamente tudo investido em títulos públicos. Os que contêm debêntures precisam deixar claro que embutem algum risco, ou seja, que o cliente pode eventualmente perder dinheiro.
Você S/A

O Diário Caiçara é produzido por uma equipe capacitada que apura, publica e reproduz diariamente, dezenas de notícias sobre o Litoral Norte Paulista e outros conteúdos de relevância. Seguimos um rígido padrão editorial, com verificação cuidadosa de informações e compromisso permanente com a verdade. Nosso trabalho é pautado pela transparência, responsabilidade e pelo jornalismo sério que garante a credibilidade de tudo o que entregamos ao leitor. Diário Caiçara: em defesa do jornalismo profissional.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima