
Após mais de um ano afastado dos gramados, 369 dias precisamente, Neymar voltou a jogar futebol nesta segunda-feira (21/10). Recuperado de uma lesão no ligamento cruzado do joelho esquerdo, o brasileiro entrou em campo no segundo tempo do duelo em que o Al Hilal, da Arábia Saudita, superou o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos por 5 a 4, pela terceira rodada da Champions League Asiática.
O craque entrou na partida, realizada no estádio Hazza Bin Zayed, nos Emirados Árabes Unidos, aos 32 minutos do segundo tempo. Ele substituiu o meia saudita Nasser Al-Dawsari, quando seu time vencia por 5 a 3 —o quarto gol da equipe local saiu nos acréscimos.
Ainda sem o ritmo de jogo ideal, Neymar teve participação discreta no tempo em que esteve em campo, mas conseguiu uma finalização que exigiu uma boa defesa do goleiro Khalid Eisa.
O jogador não disputava um jogo oficial desde 17 de outubro de 2023, quando sofreu rupturas no ligamento cruzado anterior e no menisco do joelho esquerdo durante a derrota da seleção brasileira para o Uruguai, por 2 a 0, em Montevidéu, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.
Foi necessária uma intervenção cirúrgica, aumentando a extensa lista de lesões que prejudicaram a carreira do craque nos últimos anos. Ele soma, desde 2014, 17 problemas que o tiraram de ação. Segundo o jogador, os últimos meses foram difíceis.
Como não está inscrito na liga saudita, o brasileiro está regularizado para jogar apenas a Champions da Ásia. Por isso ele não estará à disposição do técnico Jorge Jesus para o confronto com o Al Taawon no próximo sábado (26).
Além do retorno gradual ao calendário de sua equipe, o craque vive a expectativa de voltar à seleção brasileira. Desde a lesão, ele tem sido acompanhado pelo médico da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rodrigo Lasmar.
O profissional viajou na última semana à Arábia Saudita justamente para colher informações sobre a recuperação do atleta, com quem o técnico Dorival Júnior gostaria de contar para os próximos confrontos do Brasil nas Eliminatórias, contra Venezuela e Uruguai, ambos em novembro.
Folhapress





