
Os navios da marinha russa chegaram ao porto de Havana nesta quarta-feira (12/6), uma escala que os EUA e Cuba disseram não representar uma ameaça, mas que foi amplamente vista como uma demonstração de força russa à medida que aumentam as tensões devido à guerra na Ucrânia.
Pequenos grupos de pescadores e curiosos alinharam-se na avenida à beira-mar de Malecón sob uma chuva fraca para receber os navios que passavam pelo castelo Morro, de 400 anos, na entrada do porto.
Os primeiros a chegar foram um navio de combustível, o “Akademik Pashin” e um rebocador, o “Nikolay Chiker”, enquanto uma fragata da marinha russa e um submarino com propulsão nuclear esperavam no mar e deveriam entrar no porto no meio da manhã.
A fragata e o submarino, parte do grupo de quatro navios russos que chegaram ao largo de Cuba nesta quarta-feira (12), realizaram exercícios de mísseis no Oceano Atlântico a caminho da ilha, disse o Ministério da Defesa da Rússia no dia anterior.
Cuba disse na semana passada que a visita era uma prática padrão de navios de guerra de países amigos de Havana. O Ministério das Relações Exteriores do governo comunista disse que os navios não carregavam armas nucleares, algo repetido por autoridades norte-americanas.
Havana fica a apenas 160 km de Key West, Flórida, onde fica a Estação Aérea Naval dos EUA. E o momento da visita – enquanto a administração Biden pondera até onde ir para ajudar a defender a Ucrânia contra a Rússia – sugere mais do que “prática padrão”, disse William Leogrande, professor da Universidade Americana.
“A visita dos navios de guerra russos é a forma de Putin lembrar a Biden que Moscou pode desafiar Washington na sua própria esfera de influência”, disse Leogrande.
A escala também coincide com a pior crise social e econômica de Cuba em décadas, com escassez de tudo, desde alimentos, medicamentos e combustível, e crescente descontentamento nas ruas.
CNN Brasil





