Morreu na madrugada deste domingo (3/7), no Rio de Janeiro, o empresário Paulo Cunha, ex-presidente do Grupo Ultra (da Ultragaz e da rede Ipiranga) e considerado um dos principais líderes industriais do país. Ele tinha 82 anos.
Paulo Guilherme Aguiar Cunha nasceu no dia 1º de março de 1940. Filho de pai militar e mãe professora primária, estudou engenharia na PUC-Rio.
No início da década de 1960, ele ingressou na Petrobras, após ter sido aprovado em um concurso público. Na empresa, entre outras atividades, coordenou o curso de formação de engenheiros e o projeto da fábrica de amônia e ureia em Camaçari (BA).
O executivo iniciou sua carreira no Grupo Ultra em 1967, a convite de Pery Igel, onde dirigiu a implantação da Oxiteno (empresa do setor químico, que presidiu até 1992). Atuou também como presidente do Ultrapar entre 1981 e 2006, sendo responsável pela reestruturação do grupo e, mais tarde, pela abertura do seu capital em 1999.
Em nota, o grupo lembrou que, durante toda sua trajetória profissional Cunha teve intensa atividade institucional, presidindo entidades como o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), que ele havia ajudado a fundar, o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) e a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).
Integrante do Conselho Monetário Nacional, durante o governo Collor, Cunha foi um dos idealizadores do modelo tripartite, “que contribuiu para a rápida industrialização do país, formando alianças entre o setor privado, empresas públicas e sócios estrangeiros, enumera a empresa.
Em 2006, deixou a presidência-executiva do grupo, passando a se dedicar exclusivamente à presidência do conselho de administração. Além disso, ele desenvolveu uma série de projetos sociais na área de educação.
O Ultra atua na distribuição de combustíveis líquidos (com a Ipiranga), distribuição de gás LP (Ultragaz) e armazenagem de granéis líquidos (Ultracargo). Em 2021, o número de colaboradores chegava a 14.408.
Folhapress





