O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve nesta quinta-feira (20/4) a prisão do ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres.
Ex-titular também do Ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro, Torres é alvo de investigação por suposta omissão frente às ameaças dos atos golpistas de 8 de janeiro. O ex-secretário está preso há três meses por determinação de Moraes.
A defesa de Torres divulgou uma nota afirmando que recebeu com serenidade a decisão de Moraes e que o maior interessado no esclarecimento célere dos fatos é o ex-ministro. Ela diz que irá recorrer.
Na decisão desta quinta, Moraes disse que a manutenção da prisão preventiva se justifica porque o quadro probatório contra Torres não se alterou e não há razões jurídicas para sua revogação ou substituição por medidas cautelares diversas.
Segundo o ministro, permanecem presentes os requisitos para a manutenção da prisão, que é necessária para a continuidade da investigação criminal.
Ele citou que depoimentos de testemunhas e apreensão de documentos apontam fortes indícios de sua participação na elaboração da minuta e para a “operação golpista” da Polícia Rodoviária Federal “para tentar subverter a legítima participação popular no 2º turno das eleições presidenciais de 2022”.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia defendido na segunda-feira (17) a revogação da prisão preventiva de Torres.
Em manifestação enviada ao STF, a PGR condicionou o relaxamento da prisão ao uso de tornozeleira eletrônica, à proibição de Torres de se ausentar do DF e de se comunicar com outros investigados, além da manutenção do afastamento do cargo de delegado de Polícia Federal.
Moraes já havia negado um pedido do ex-secretário para deixar a cadeia. Foi no início de março, quando a Procuradoria se manifestou pela continuidade da prisão preventiva.
Folhapress





