
Israel lançou um ataque em solo iraniano nesta sexta-feira (19/4), segundo emissoras americanas, em meio à tensão entre os dois arqui-inimigos, cujas décadas de conflitos nas sombras se tornaram diretas e ameaçam arrastar a região para uma crise mais profunda.
A mídia iraniana relatou explosões, mas um oficial iraniano disse à Reuters que estas foram causadas por sistemas de defesa aérea. A mídia estatal disse que três drones sobre a cidade central de Isfahan foram abatidos.
A liderança e o exército de Israel permanecem em silêncio.
Os Estados Unidos receberam notificação antes do ataque de Israel, disse uma fonte familiarizada com a situação à Reuters, que ocorreu dias depois de o Irã lançar um ataque sem precedentes contra Israel com uma série de drones e mísseis. A maioria deles foi abatida.
Washington e outras potências globais pressionaram Israel para não responder, ou para garantir que qualquer retaliação adicional fosse limitada para evitar uma conflagração mais ampla após o aumento mais recente da violência ter sido desencadeado pelo ataque aéreo ao complexo da embaixada iraniana em Damasco em 1º de abril, que foi atribuído a Israel.
Esse ataque ocorreu em meio ao apoio do Irã ao grupo militante palestino Hamas, cujo ataque a Israel em 7 de outubro desencadeou a invasão de Gaza por Israel.
A TV estatal iraniana disse nesta sexta (19) que pouco depois da meia-noite “três drones foram observados no céu sobre Isfahan. O sistema de defesa aérea foi ativado e destruiu esses drones no céu.”
O comandante sênior do exército, Siavosh Mihandoust, foi citado pela TV estatal dizendo que os sistemas de defesa aérea tinham como alvo um “objeto suspeito”.
O presidente iraniano Ebrahim Raisi havia alertado Israel que Teerã entregaria uma “resposta severa” a qualquer ataque em seu território.
O Irã disse ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na quinta-feira (18) que Israel “deve ser compelido a parar qualquer aventura militar adicional contra nossos interesses”, enquanto o secretário-geral da ONU alertou que o Oriente Médio está em um “momento de máximo perigo.”
Reuters





