
A vice-presidente Kamala Harris declarou sua intenção de substituir Joe Biden como candidata à Casa Branca pelo Partido Democrata, após o octogenário declarar sua saída da corrida neste domingo (21/7).
“Com este ato altruísta e patriótico, o presidente Biden está fazendo o que ele tem feito ao longo de sua vida de serviço: colocando o povo americano e nosso país acima de tudo”, disse. “Eu estou honrada em ter o endosso do presidente e minha intenção é merecer e ganhar essa nomeação.”
Além de Biden, os Clintons e outras lideranças do partido, como a bancada negra e nomes da ala mais à esquerda do partido, já a endossaram. Entre os governadores cotados para substituir o presidente, Josh Shapiro, da Pensilvânia, também declarou apoio a Kamala.
Por outro lado, outros nomes se limitaram a elogiar Biden e defender um processo de substituição transparente —caso do ex-presidente Barack Obama.
Até agora, porém, nenhum outro nome veio a público lançar-se como opção além de Kamala. A convenção do partido acontece em quatro semanas em Chicago.
“Ao longo do último ano, eu viajei pelo país, conversando com americanos sobre a escolha clara nesta eleição importante. E isso é o que eu vou continuar a fazer nos dias e semanas a frente. Eu vou fazer tudo ao meu alcance para unir o Partido Democrata —e a nossa nação— para derrotar Donald Trump e sua agenda extremista Projeto 2025”, disse.
A campanha de Biden já ajustou o registro na Comissão Federal Eleitoral, órgão que supervisiona a corrida nos EUA, para colocar Kamala no candidata à Presidência. Isso não significa que ela é o nome do partido em definitivo, o que ainda depende de sua nomeação oficial, mas sim que, caso sua indicação seja confirmada, ela deve herdar os US$ 96 milhões que o presidente tinha em caixa no final de junho.
Folhapress





