Contra a Austrália, por 35 minutos a Argentina não achou como furar o bloqueio no Estádio Al Rayyan, em Doha, neste sábado (3/12), pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Quando a Argentina deu a bola a Messi, tudo se resolveu. O camisa 10 tirou seu time do sufoco e fez o gol que abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 que colocou a Argentina nas quartas de final do Mundial.
Na próxima sexta-feira (9), a rival será a Holanda por uma vaga na semifinal. É a repetição do confronto mais memorável da carreira de Messi no torneio pelo seu país. Em 2014, ele já era o capitão no triunfo nos pênaltis que o levou à decisão da Copa.
Messi fez a bola passar por uma barreira de quatro australianos à sua frente. Foi o primeiro instante em que teve liberdade perto da área adversária.
Messi marcou naquele que foi o milésimo jogo de sua carreira.
Ter o seu melhor jogador inspirado e capaz de jogadas decisivas compensa os problemas de uma Argentina que ultrapassou, com a vitória deste sábado, o que fez a equipe de Jorge Sampaoli em 2018, na Rússia, eliminada nas oitavas pela França.
Aos 11 minutos, o goleiro Mat Ryan, atrapalhado pela pressão de Rodrigo De Paul perdeu a bola para Julian Álvarez marcar pelo segundo jogo consecutivo. Ele já havia anotado o segundo contra a Polônia.
Para ter alguma chance na partida, a Austrália precisava de um golpe de sorte, da ação do acaso. Isso aconteceu aos 31, no chute de Goodwin que desviou em Enzo Fernández para diminuir a vantagem da Argentina.
Quanto mais a tensão aumentava, mais a torcida, que lotou o estádio Al Rayyan, cantava. Mais Messi sinalizava, mais Rodrigo De Paul corria.
Lionel Scaloni já havia previsto que a partida seria difícil porque a Austrália, era uma adversária consciente do que queria. Isso se provou verdade. E deu certo em vários momentos ou pelo menos até que deram a bola a Messi, que ainda quase colocou o estádio abaixo com outro golaço nos acréscimos antes de Dibu Martínez fazer defesa salvadora praticamente no último lance da partida.
Folhapress





