17/09/2026

Mesmo com queda em 2022, gasolina acumula alta de 42% desde 2019.

O preço da gasolina tem caído em todo o país. A queda é motivada pelo corte de tributos federais e pela limitação do teto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, medidas apresentadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e aprovadas pelo Congresso Nacional.

Mesmo com a redução, o período do atual governo acumula alta de 42% no preço da gasolina desde 2019, valor maior do que de outras gestões nos últimos 20 anos.

Em janeiro de 2019, o preço média da gasolina era de R$ 4,27, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já em julho deste ano, até a última sexta-feira (15/7), o valor médio chegou a R$ 6,07 depois da redução gerada pela mudança no ICMS.

Os dados levam em conta o valor nominal da gasolina, ou seja, não consideram a inflação do período. O aumento da gasolina gira em torno de dois fatores principais, que podem motivar a Petrobras a elevar ou reduzir o valor do combustível: o preço do barril do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar. Quando a flexibilização das atividades começou a acontecer, porém, houve disparada no preço dos barris.

Se descontar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço da gasolina acumula alta de 35% entre janeiro de 2019 e junho de 2022. Esse cálculo não considera, contudo, a redução do combustível registrada em julho deste ano, uma vez que o mês ainda não terminou e, portanto, ainda não teve a inflação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre 2003 a 2006, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o aumento foi de 17%. De 2007 a 2010, na segunda gestão do petista, de 3%.

De 2011 a 2014, primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), o preço da gasolina subiu 16%. Entre 2015 e agosto de 2016, quando a mineira sofreu impeachment em seu segundo período à frente da Presidência, a alta foi de 20%. Já durante o governo de Michel Temes (MDB), de agosto de 2016 a 2018, o aumento foi de 19%.
Metrópoles

O Diário Caiçara é produzido por uma equipe capacitada que apura, publica e reproduz diariamente, dezenas de notícias sobre o Litoral Norte Paulista e outros conteúdos de relevância. Seguimos um rígido padrão editorial, com verificação cuidadosa de informações e compromisso permanente com a verdade. Nosso trabalho é pautado pela transparência, responsabilidade e pelo jornalismo sério que garante a credibilidade de tudo o que entregamos ao leitor. Diário Caiçara: em defesa do jornalismo profissional.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima