17/09/2026

Mega-ataque a QG do Hezbollah em Beirute mata chefe do grupo, Hassan Nasrallah


O mega-ataque realizado na noite de sexta-feira (27/9) por Israel contra o QG do Hezbollah em Beirute matou Hassan Nasrallah, 64, líder máximo do grupo extremista libanês, além de Ali Karaki, comandante da frente sul da facção, e vários outros dirigentes, afirmou o Exército de Israel neste sábado (28).

O Hezbollah confirmou a morte de Nasrallah horas depois, em um comunicado no qual afirma que o líder “juntou-se aos seus grandes e imortais mártires, cuja jornada liderou durante quase 30 anos”. Na nota, que não informa como o chefe foi morto, o grupo diz que continuará sua batalha contra Israel “em apoio a Gaza e à Palestina e em defesa do Líbano e de seu povo firme e honrado”.

O Hamas, apoiado pelo Hezbollah, lamentou a morte de Nasrallah. Segundo a facção terrorista palestina, que realizou os ataques de 7 de outubro de 2023 contra Israel, os assassinatos “só tornarão a resistência na Palestina e no Líbano mais determinada e persistente”.

Durante uma entrevista coletiva, um porta-voz do Exército israelense, Nadav Shoshani, recusou-se a dar uma estimativa do número de civis mortos no ataque a Nasrallah, segundo o jornal americano The New York Times. O bombardeio ocorreu em uma região densamente povoada da capital libanesa.

Um funcionário da área de segurança no Líbano, no entanto, disse à agência de notícias Reuters que o ataque —uma sucessão rápida de grandes explosões em um prédio residencial em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute controlado pelo Hezbollah— deixou um buraco de pelo menos 20 metros de profundidade.

A ofensiva foi seguida neste sábado por novos ataques aéreos na região e em outras partes do Líbano. Grandes explosões iluminaram o céu durante a noite, e nuvens de fumaça cobriram parte da cidade.

A facção respondeu os ataques com o lançamento de foguetes contra o país vizinho, mas a defesa de Israel bloqueou alguns deles; não houve relato imediato de feridos. Como precaução, o Exército ordenou a proibição de aglomerações de mais de mil pessoas na região central do país, incluindo Tel Aviv.
Folhapress

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