17/09/2026

Marilene Galvão, da dupla sertaneja As Galvão, morre aos 80 anos, em São Paulo.

A cantora sertaneja Marilene Galvão, conhecida por ter formado a dupla As Galvão com a irmã, Mary, morreu nesta quarta-feira (24/8), aos 80 anos, em São Paulo. A artista não resistiu a complicações da doença de Alzheimer. O velório será em Paraguaçu Paulista.

Marilene cantava e tocava viola, em uma trajetória de mais de 70 anos de carreira, que consagrou as duas como pioneiras do sertanejo feminino. A dupla se separou em 2021, já devido aos seus problemas de saúde. A morte foi confirmada por Mary.

A dupla começou a tocar nas rádios do interior de São Paulo, na década de 1940, e conquistou novos territórios com a popularização da música sertaneja também na televisão. Em um ambiente majoritariamente masculino, foram as primeiras a consolidar carreira e atingir o sucesso.

Com depoimentos de artistas como Renato Teixeira, Daniel, Carlos Randall, Mario Campanha e outros importantes nomes da música sertaneja, o documentário “Eu e Minha Irmã – A Trajetória das Irmãs Galvão” foi lançado em junho deste ano, contando a história da dupla, da música brasileira e do gênero.

“É com grande pesar que, por meio desta mensagem, comunicamos a morte, às 14h30, em São Paulo, da nossa rainha soberana Marilene Galvão”, diz nota, no fã-clube oficial da dupla no Instagram.

“Beijinho Doce”
A canção teve sua primeira gravação em 1945 pelas Irmãs Castro. Em 1981, ela ganhou nova roupagem na voz de As Galvão. Foi trilha do filme “Aviso aos Navegantes” e até da novela “A Favorita” (Globo, 2008)

Evolução
Em 1985, lançam a lambada “No Calor dos Teus Abraços”. Com o projeto, ganham disco de ouro, o que as projeta nacional e internacionalmente

Mudança de nome
Em 2002, a então dupla Irmãs Galvão trocou o nome para As Galvão. O motivo foi a numerologia

Números
A dupla tem mais de 300 músicas gravadas ao longo de 74 anos de trajetória e diversos prêmios

DVD
Para celebrar os 70 anos de história, pela primeira vez as irmãs lançaram um DVD intitulado “Soberanas” (2017). Junto havia um livro e um documentário

Grammy
Em 2002 e em 2018, ambas receberam indicações ao Grammy Latino
Folhapress

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