17/09/2026

Marcha da Maconha reúne multidão contra guerra às drogas em SP.

Passava das 14h30 deste sábado (11/6) quando uma faixa branca, de 10 metros de largura por 3 metros de altura, com a frase “Legalize Já!”, escrita na cor verde, misturou-se às árvores de mata atlântica do parque Trianon, na avenida Paulista, em frente ao Masp. Estava dada a largada presencial para a Marcha da Maconha, após um hiato de dois anos, em formato virtual, por causa da Covid.

O sol começava a dar as caras, o que ajudou a realçar o fumacê dominante.

“É hora, então, de acender um baseado”, comemorou Giovanna Clara, 23, estudante, acompanhada por um grupo de colegas, que vieram da zona leste, para ali fumar, sim, mas, sobretudo, protestar em defesa do uso livre da maconha.

Entre cigarros, brigadeiros e brownies à base da erva, a multidão passou a entoar um “Ei, Bolsonaro, vai tomar no…”, grito repetido ainda em outras ocasiões durante a passeata.

“É importante essa união de grupos coletivos que traduz a potência de uma sociedade civil organizada, para reivindicar nossos direitos e clamar por mudanças contra esse governo”, disse a comunicadora Drika Coelho, 36, uma das organizadoras do evento.

O tema da Marcha da Maconha deste ano foi “Guerra é genocida, legalização é vida”, ao enfatizar que a luta às drogas é, na verdade, “uma máquina de guerras chacinas”, segundo os organizadores.

“Todos nós somos vítimas dessa política antidrogas”, afirmou o advogado Michael Jamison de Jesus Dantas, 35. “Essa guerra é contra as pessoas”, continuou o criminalista, integrante da Rede Reforma, coletivo cujo foco é a defesa de uma política antiproibicionista, comprometida com a reforma da política de drogas por meio da incidência social jurídica pro bono.
Folhapress

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