O ex-presidente e candidato ao Palácio do Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que irá à posse de Alexandre de Moraes à frente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A informação foi divulgada pela assessoria do petista nesta 2ª feira (15/8). A decisão foi tomada na 6ª feira (12). O petista quer transmitir uma mensagem de valorização institucional.
Moraes assume um mandato de 2 anos como presidente do TSE. A solenidade será nesta 3ª feira (16/8), em Brasília. O ministro convidou todos os ex-presidentes da República e o atual, Jair Bolsonaro (PL). Bolsonaro foi convidado pessoalmente. Ele é esperado na solenidade, mas ainda não há confirmação oficial sobre seu comparecimento. Caso vá, a posse de Moraes colocará ele e Lula, protagonistas da eleição deste ano, no mesmo ambiente.
O dia da posse de Moraes também é o começo oficial da campanha. Os candidatos poderão pedir voto explicitamente. Tanto Lula quanto Bolsonaro têm compromissos em outras cidades no mesmo dia da solenidade:
Lula – visita fábrica da MWM Motores e Geradores às 7h em São Paulo e a fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo às 14h. A ideia é voar para Brasília em seguida;
Bolsonaro – tem ato de campanha às 11h em Juiz de Fora (MG), mesma cidade onde foi atacado a faca em setembro de 2018.
Na 4ª feira (10), Moraes foi pessoalmente ao Palácio do Planalto, acompanhado do também ministro Ricardo Lewandowski, que será vice da Corte, entregar o convite da posse a Bolsonaro.
A ida do ministro do TSE e do STF (Supremo Tribunal Federal) ao Planalto foi articulada pelos ministros Paulo Guedes (Economia), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Jorge Oliveira (TCU). É uma tentativa de reduzir os atritos entre Bolsonaro e Moraes. Alexandre de Moraes assume a presidência do TSE no lugar de Edson Fachin, que ocupa o posto desde fevereiro deste ano.
Poder360





