O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou militares comprometidos com democracia e disse que não irá tolerar ameaças ou tutela sobre as instituições.
“É preciso superar o autoritarismo e as ameaças antidemocráticas. Não toleraremos qualquer espécie de ameaça ou tutela sobre as instituições representativas do voto popular”, afirmou o petista neste sábado (2/7) em Salvador.
O ex-presidente ainda afirmou que as Forças Armadas devem estar comprometidas com a democracia e devem cumprir estritamente o que está definido na Constituição.
“O Brasil independente e soberano que queremos não pode abrir mão de suas Forças Armadas. Não apenas bem equipadas e bem treinadas, mas sobretudo as Forças Armadas comprometidas com a democracia.”
O petista destacou que o Brasil precisa de normalidade institucional para sair da crise e disse que as Forças Armadas estarão ao lado da população.
“Tenho certeza que as forças armadas estarão ao lado do povo brasileiro na nossa luta por uma nova independência, como estiveram em momentos importantes da nossa história”, disse.
No discurso, o petista ainda minimizou as chances de um golpe liderado por Bolsonaro e disse acreditar que haverá normalidade democrática.
“Não aceitem o terrorismo, não acreditem no terrorismo que é feito na televisão de que vai ter golpe, que ele [Bolsonaro] está querendo criar caso”, disse Lula, que ainda criticou o presidente por suspeitar das urnas eletrônicas.
“Esse cidadão foi eleito pelo voto eletrônico em 1998, em 2002, em 2006, em 2010, em 2014 e em 2018 e agora ele vem dizer que desconfia da urna eletrônica. Na verdade, ele está desconfiando é do povo brasileiro que não vai votar nele e vai derrotá-lo.”
Lula também defendeu a eleição de uma bancada de senadores e deputados federais aliados e fez críticas às emendas do relator, instrumento orçamentário sem transparência que ganhou força no Congresso Nacional sob Bolsonaro.
“Se a gente não tiver muitos deputados e a gente não acabar com o orçamento secreto, será muito difícil eu e o [Geraldo] Alckmin fazer o que nós precisamos fazer neste país”, disse.
Folhapress





