O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (2/6) em meio à agenda no Rio Grande do Sul, onde a desunião da esquerda é motivo de crise para o palanque regional do petista.
Em encontro com representantes da classe artística em Porto Alegre, Lula se referiu a Bolsonaro como “fascista” e “nuvem de gafanhotos” e alfinetou a família do presidente.
Apesar dos ataques, o petista manteve o hábito de não se referir ao presidente pelo nome, que em suas falas aparece referenciado como “esse cara” ou “esse sujeito”.
A primeira crítica contundente veio quando Lula repetiu o discurso de que tem saudade dos tempos de “polarização civilizada” na política brasileira, citando seu atual pré-candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB).
“Não é que o Alckmin não me criticasse e eu não o criticasse. A gente fazia críticas como amigos que jogam bola. Dá botinada, pisa no pé, chuta a canela, mas a gente é civilizado e continua conversando. É isso que é democracia, que esse fascista que chegou ao poder não exerce”, disse Lula.
Mais à frente, no discurso, o clã Bolsonaro voltou a ser lembrado quando Lula defendia a produção cultural com recursos da Lei Rounet por estar supostamente “financiando promiscuidade” que deporia “contra a família”.
Lula complementou sobre Bolsonaro: “Uma pessoa que nunca derramou uma lágrima por 600 mil pessoas que foram vítimas de Covid e que ele tem responsabilidade pelo menos por metade porque foi negacionista. Porque criou no ministério com o general Pazuello uma verdadeira quadrilha de comprar e de negar vacina. Que família esse cidadão está falando?”
Por fim, o petista se referiu ao presidente como “praga”: “O que tivemos não foi um presidente, foi uma praga de gafanhotos que tomou conta deste país e que destruiu a cultura, a educação, o emprego e a economia”.
Folhapress





