
O maior surfista brasileiro da história não podia ir embora do Taiti sem levar uma medalha.
Gabriel Medina, de São Sebastião, venceu o peruano Alonso Correa na disputa pelo terceiro lugar nos Jogos Olímpicos e faturou a medalha de bronze, em Teahupoo, nesta segunda-feira (5/8).
Depois de perder na semifinal para o australiano Jack Robinson por falta de ondas da bateria, o tricampeão mundial dominou a disputa contra o peruano e conquistou pela primeira vez na carreira uma medalha.
Em um dos momentos decisivos da bateria, Medina saiu de maneira mágica de dentro de um tubo apertado (7,50), mas o melhor ainda estaria por vir. Na disputa de remada, conseguiu voltar ao outside primeiro que o peruano, tomando a prioridade número um para ele.
A medalha de bronze de Gabriel Medina é a segunda do Brasil no surfe masculino olímpico. Italo Ferreira, que sequer se classificou para as Olimpíadas, foi o campeão em Tóquio 2020.
Medina se despediu de Teahupoo, no Taiti, tendo anotado a melhor onda da história do surfe nas Olimpíadas. Nas oitavas de final, contra Kanoa Igarashi, o brasileirou arrancou um 9,90 dos juízes em um tubo espetacular.
Além da pontuação, a onda entrou para a história pelo registro fotográfico feito de sua saída. Com o braço erguido, como um super-herói, viu sua imagem rodar o mundo e ser eleita um dos grandes momentos das Olimpíadas de 2024.
ge com UOL





