O número de mortos chegou a 44 em decorrência das chuvas históricas que atingiram o litoral norte paulista no último final de semana (18 e 19), sendo 43 em São Sebastião e um em Ubatuba. O total foi atualizado na manhã desta terça-feira (21). Sete corpos (dois homens adultos, duas mulheres adultas e três crianças) já foram identificados e liberados para sepultamento, segundo o governo do estado.
O total de pessoas fora de casa, desabrigadas ou desalojadas, chega a 2.500. Os desaparecidos somam 40, mas os números ainda devem aumentar, já que há relatos de que pessoas estariam sob os escombros de estruturas que cederam.
Um velório coletivo organizado pela Prefeitura de São Sebastião está programado para começar ainda hoje, em uma tenda montada no centro histórico do município.
A rodovia Rio-Santos (SP-055) teve o tráfego liberado parcialmente pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) em diversos pontos que antes estavam totalmente obstruídos, entre São Sebastião e Ubatuba.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em entrevista ao “Bom dia, SP”, da TV Globo, fez um apelo para que os turistas aproveitem as liberações e o tempo firme, e deixem as cidades do litoral norte.
“Quanto mais gente sair, melhor, porque alivia a pressão na região. Quem puder se deslocar até a capital e outros pontos, que o faça”, disse.
Na segunda-feira (20), a orientação do governador tinha sido diferente. Na ocasião, com muitos bloqueios ainda nas estradas, ele havia pedido que turistas não antecipassem a volta.
A Rio-Santos e a Tamoios são as vias disponíveis para a saída dos turistas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta segunda com o governador em São Sebastião nesta segunda, acompanhados do prefeito Felipe Augusto (PSDB).
Lula pediu que não sejam mais construídas casas em encostas de morros, a fim de evitar novas tragédias, e ressaltou a importância da parceria entre os governos —federal, estadual e municipal—, independentemente de questões partidárias.
O presidente pediu que a Prefeitura de São Sebastião indique um terreno seguro para construir moradias e transferir os moradores que têm casas em área de risco.
Folhapress





