
Exatos dois meses depois de comandar um motim de seu grupo mercenário Wagner contra a cúpula militar do governo de Vladimir Putin, Ievguêni Prigojin morreu na queda de um de seus jatos executivos nesta quarta (23/8), perto de Moscou, de acordo com autoridades russas.
Aliados do empresário de 62 anos, no canal do Telegram ligado ao Wagner Greyzone, acusaram Moscou pela morte. Dizem, a partir de um vídeo gravado por moradores que circula em redes sociais, que o jato foi abatido, o que a esta altura não é passível de comprovação.
O episódio ocorreu na noite desta quarta (tarde no Brasil) na rota que o jato de fabricação brasileira Embraer Legacy 600 fazia entre Moscou e São Petersburgo, um dia depois de Prigojin reaparecer em suas redes sociais com um vídeo que teria sido gravado durante operações do Wagner na África.
Segundo o Ministério das Situações de Emergência, na madrugada da quinta (24, noite de quarta no Brasil), haviam sido recuperados os corpos de três tripulantes e sete passageiros, incluindo o líder mercenário. Além de Prigojin, morreu também na queda o principal comandante militar do Wagner, Dmitri Utkin.
O vídeo nas redes mostra o aparelho em chamas caindo, e foi georreferenciado por canais especializados. O que não se sabe é o que ocorreu: uma explosão por bomba, defeito catastrófico ou míssil adversário. Com ótimo histórico de confiança e dados de sites de monitoramento de voo demonstrando uma queda abrupta após um voo tranquilo a 8,5 km de altitude, parece difícil que o Legacy tenha sofrido um acidente.
O jato tinha matrícula RA-02785 e desde 2019 estava sob sanção dos Estados Unidos por ser considerado de propriedade de Prigojin, que era um aliado próximo de Putin. Ele foi visto embarcando na aeronave diversas vezes, inclusive quando foi para a Belarus após o motim fracassado no final de junho.
Folhapress





