“Precisamos de uma ‘scooter’ para pegá-lo”, afirmou o atacante polonês Arkadiusz Milik ao ser questionado sobre como parar Mbappé no duelo com a França pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Para o azar dele, evidentemente, isso não era possível.
Pior ainda se, além do camisa 10, o time francês ainda tiver com Giroud em um dia inspirado. E foi justamente o que aconteceu neste domingo (4/12), no estádio Al Thumama, em Doha, na vitória dos atuais campeões mundiais por 3 a 1.
Com gols da dupla, a França continua sua caminhada em busca do tricampeonato mundial e da ambição de igualar uma marca que apenas Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conseguiram, com dois títulos consecutivos.
Ao abrir o placar da vitória sobre os poloneses, Giroud se isolou, ainda, como o maior artilheiro de seu país. O atacante tem 52 gols com a camisa dos Azuis, um a mais do que Thierry Henry, com quem ele dividia a primeira posição até então.
Apenas Mbappé está isolado neste ranking, com cinco gols somados.
No esperado duelo entre o camisa 10 e o polonês Robert Lewandowski, ambos se esforçaram para balançar as redes, exigindo boas defesas de Szczesny e Lloris, mas quem começou a definir o duelo foi Giroud.
O herói do dia foi premiado pela insistência. No primeiro tempo, ele também perdeu uma chance clara, livre de marcação na pequena área, mas chegou atrasado para completar um cruzamento rasteiro de Dembélé, aos 28 minutos.
Aos 44, ele se redimiu. Recebeu passe de Mbappé, invadiu a área e finalizou na saída do goleiro.
Com a vitória, os Azuis também mantiveram um longo tabu diante dos poloneses. Há quarenta anos, os atuais campeões mundiais não perdem do adversário.
A última vez foi em um amistoso, em 1982, por 4 a 0. Naquele mesmo ano, a Polônia também ganhou aquele que até este domingo era o único duelo entre eles em Copas, por 3 a 2, no México.
Agora os franceses aguardam a definição do duelo entre Senegal e Inglaterra, também neste domingo, às 16h, para conhecerem o adversário das quartas de final.
Folhapress





