Os juros cobrados pelas instituições financeiras nas operações com cartão de crédito subiram para 430,5% ao ano em março na comparação entre fevereiro (417,4%).
Este é o maior patamar dos últimos seis anos: em agosto de 2017, o chamado juro do rotativo estava em 428% ao ano. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (26/4), pelo Banco Central (BC) em seu Relatório de Política Monetária.
Este tipo de juro – o mais caro do mercado financeiro – em geral, é utilizado pelos usuários de cartão de crédito que não conseguem pagar a fatura por completo e optam por fazer o pagamento da fatura no valor mínimo, gerando juros sobre juros.
A modalidade é um dos temas de preocupação do Ministério da Fazenda. O ministro Fernando Haddad vem se reunindo com banqueiros para buscar uma alternativa para a redução dos juros do rotativo.
Esse tipo de crédito imediato vem aumentando a taxa total consecutivamente, mês após mês desde dezembro de 2020. Na época, o rotativo, em média, era de 328% ao ano.
Nas operações de crédito com recursos livres a taxa de juros chegou a 44,3% ao ano em março, aumento de um ponto percentual em relação a fevereiro de 2023, quando marcou 43,3%. No acumulado de 12 meses, a elevação é sete pontos percentuais.
As operações com recursos livres não incluem o crédito rural, habitacional e linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).
Já Nas operações para o segmento empresarial, o custo médio do crédito livre ficou em 24,1% ao ano, mantendo-se estável no mês e crescendo 2,7 pontos percentuais em 12 meses. Nas operações realizadas com as pessoas físicas, a taxa de juros manteve-se inalterada em relação ao mês anterior, em 58,3% ao ano.
CNN Brasil





