17/09/2026

Israel prepara retirada de civis em regiões fronteiriças após ataques terroristas do Hamas


Um dia depois de sofrer seu pior ataque em 50 anos, Israel se preparava neste domingo (8/10) para retirar civis de áreas próximas às fronteiras com a Faixa de Gaza e com o Líbano. O governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, que na véspera declarou guerra contra o grupo extremista islâmico Hamas, agora avalia uma possível incursão por terra contra o enclave palestino, que segue sob intensos bombardeios.

Terroristas do Hamas mataram pelo menos 600 israelenses e feriram mais de 2.000 em um ataque surpresa lançado por por terra, água e mar no sábado (7). Também levaram dezenas de reféns israelenses para a Faixa de Gaza. Israel revidou com ataques aéreos e matou 313 palestinos, incluindo 20 crianças, além de deixar 2.200 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.

As autoridades de Israel preparam a retirada de milhares de residentes de 24 localidades no sul do país, perto da fronteira com a Faixa de Gaza. Os moradores da região ainda processavam o choque dos massacres promovidos por terroristas do Hamas e da chuva de milhares de foguetes disparados a partir do enclave palestino na véspera.

O conflito já se espraia para o norte de Israel, que na manhã de domingo sofreu ataques de foguetes do grupo xiita Hizbullah, apoiado pelo Irã. Não havia registros de mortos na ação. Israel revidou com bombardeios no sul do Líbano e ordenou a retirada de moradores da região de fronteira.

O gabinete de segurança de Israel votou neste fim de semana pela entrada oficial em guerra do país pela primeira vez desde a Guerra do Yom Kippur, em 1973, o que “desbloqueia atividades militares significativas”, segundo o colegiado. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já havia declarado guerra no sábado (7) e reiterado neste domingo que o conflito “será longo e difícil”.

Depois de uma reunião noturna com o gabinete de segurança de Israel, o governo anunciou no domingo que o objetivo da operação em Gaza é destruir as “capacidades militares e de governo do Hamas e da Jihad Islâmica de uma forma que impediria a sua capacidade e vontade de ameaçar e atacar os cidadãos de Israel durante muitos anos”.

A Jihad Islâmica tem como objetivo a criação de um Estado palestino islâmico e a destruição de Israel por meio de uma guerra santa. Tanto o Hamas como o Hizbullah e a Jihad Islâmica recebem armamento e inteligência do Irã, segundo autoridades de defesa israelenses.
Folhapress

O Diário Caiçara é produzido por uma equipe capacitada que apura, publica e reproduz diariamente, dezenas de notícias sobre o Litoral Norte Paulista e outros conteúdos de relevância. Seguimos um rígido padrão editorial, com verificação cuidadosa de informações e compromisso permanente com a verdade. Nosso trabalho é pautado pela transparência, responsabilidade e pelo jornalismo sério que garante a credibilidade de tudo o que entregamos ao leitor. Diário Caiçara: em defesa do jornalismo profissional.

Rolar para cima