17/09/2026

Israel mantém bombardeios em Gaza e mata familiares de líder do Hamas


As forças militares de Israel bombardearam pelo quinto dia consecutivo nesta quarta-feira (11/10) pontos considerados estratégicos na Faixa de Gaza, região palestina controlada pelo grupo islâmico Hamas. A ação teria atingido a casa e matado familiares de Mohammad Deif, chefe da ala militar da facção terrorista e um dos mentores do pior ataque em território israelense em cinco décadas.

Deif ajudou a planejar a incursão do Hamas ao território israelense no último sábado (7), segundo agentes de inteligência. Os terroristas romperam os bloqueios que separam Israel da Faixa de Gaza e mataram mais de 1.200 pessoas de forma indiscriminada —outras 2.700 ficaram feridas. Em resposta, Tel Aviv vem lançando ataques diários que mataram ao menos 1.055 na Faixa de Gaza. No total, mais de 2.000 mortes já foram confirmadas no conflito.

Bassem Naim, alto funcionário do Hamas, disse à agência de notícias Associated Press que o pai, o irmão e pelo menos dois outros parentes do líder terrorista foram mortos no ataque aéreo. A facção radical não havia confirmado as mortes de forma oficial até a tarde desta quarta.

Estradas, edifícios e outros locais considerados estratégicos para o Hamas também foram destruídos nos bombardeios. Segundo analistas, a ofensiva soa como um prelúdio de uma invasão por via terrestre a Gaza, semelhante às incursões em 2008 e em 2014, quando militares lançaram operações complexas por terra contra alvos no enclave palestino e que resultado na morte de milhares de pessoas.

À agência Reuters uma fonte de segurança disse que uma ofensiva terrestre agora parece inevitável. Antes de as invasões anteriores, Israel também adotou como tática a destruição de estradas em ataques aéreos, numa estratégia para limitar a movimentação e a comunicação de combatentes do Hamas.

Mas os ataques aéreos acabam por atingir também civis. Desde o início dos bombardeios, no sábado, 11 funcionários palestinos das Nações Unidas foram mortos em Gaza, disse nesta quarta Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU. Entre as vítimas estão cinco professores e uma médica que atendia mulheres.
Folhapress

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