
Forças do Exército de Israel invadiram um hospital e cercaram outro nesta segunda-feira (22/1), na porção oeste da cidade de Khan Yunis, cidade no sul da Faixa de Gaza e foco atual das ações militares de Tel Aviv. A ofensiva isolou feridos e impede o atendimento médico, segundo autoridades de saúde palestinas.
Os militares avançaram pela primeira vez no distrito de Al-Mawasi, perto da costa, e prenderam integrantes da equipe média do hospital Al-Khair, afirma o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qidra.
Israel não comentou a ação no hospital. O Exército disse em seguida que três de seus soldados foram mortos nesta segunda no sul de Gaza; no total, são 200 mortos do lado israelense do conflito no território palestino, segundo os militares.
Qidra diz que pelo menos 50 pessoas morreram durante a noite em Khan Yunis e que a invasão e o cerco às instalações médicas deixam dezenas de mortos e feridos fora do alcance de equipes de socorro.
“A ocupação israelense está impedindo que veículos de ambulância se movam para recuperar corpos de mártires e feridos no oeste de Khan Yunis”, disse o porta-voz do órgão, controlado pelo Hamas.
O Crescente Vermelho palestino afirma que tanques cercaram também o hospital Al-Amal, usado como sede pela organização humanitária que é equivalente à Cruz Vermelha, e que a comunicação com a equipe médica do local foi cortada.
Israel afirma que integrantes do Hamas operam em torno de hospitais —o grupo terrorista palestino e médicos locais negam.
Gaza está sem serviços de internet e telefonia há dez dias, o que dificulta o envio de ambulâncias para áreas atingidas e a comunicação para que a população saiba onde os combates estão ocorrendo.
Israel tem aprofundado a ofensiva desde semana passada para capturar Khan Yunis, que agora diz ser a sede principal dos terroristas do Hamas responsáveis pelos ataques de 7 de outubro que mataram 1.200 pessoas em território israelense, segundo estimativas.
A maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza agora está confinada em Rafah, ao sul de Khan Yunis e Deir al-Balah, ao norte, amontoada em prédios públicos e acampamentos com barracas feitas de lonas amarradas a estruturas de madeira.
Reuters





