
As Forças Armadas de Israel promoveram um mega-ataque contra o que chamaram de QG central do Hezbollah em Beirute. Segundo os militares, o local ficava em um bunker subterrâneo em uma zona residencial no sul da capital libanesa.
As explosões e a fumaça resultantes foram enormes, com a destruição de seis edifícios, 2 mortos e 76 feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. O porta-voz das forças em Tel Aviv, almirante Daniel Hagari, não confirmou se o líder do grupo fundamentalista, Hassan Nasrallah, estava no local.
Segundo relatos na imprensa israelense, ele era o alvo do ataque, mas aparentemente está vivo. Sua eventual morte seria um ponto de inflexão na já aguda crise no Oriente Médio. Sua sobrevivência a um ataque desses, por sua vez, deve ensejar uma reação que depende do estado das capacidades militares do grupo.
Ao atacar o coração do Hezbollah, uma semana depois de decretar o fim da paciência com os ataques do grupo em apoio ao Hamas palestino na guerra na Faixa de Gaza, Israel deu sua maior cartada até aqui no conflito, para o qual admite até uma invasão do Líbano.
O Irã, patrono do Hezbollah, do Hamas e de outros atores da região, prometeu “punição”ao Estado judeu. Segundo nota de sua embaixada em Beirute, o ataque “representa uma séria escalada que muda as regras do jogo”. À 22h (16h em Brasília), cerca de quatro horas após a ação, as sirenes de ataque aéreo começaram a soar no norte de Israel.
A ação em Beirute ocorreu logo depois do discurso belicista do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Na fala, ele prometeu derrotar os terroristas palestinos e continuar seus ataques contra o Hezbollah até chegar a “seus objetivos”. Sua volta a Israel foi adiantada.
Folhapress





