
Em uma troca de ataques que aumentaram os temores de uma guerra regional no Oriente Médio, as Forças Armadas de Israel interceptaram centenas de foguetes lançados pelo Hezbollah e bombardearam o sul do Líbano com mais de cem aviões neste domingo (25/8). Tel Aviv, que declarou estado de emergência por ao menos 48 horas, descreveu a ação no vizinho como preventiva, de modo a evitar uma ofensiva maior do grupo libanês.
Pelo menos três pessoas foram mortas no Líbano, e um soldado israelense morreu depois de ser atingido por estilhaços de um míssil. O Hezbollah disse ter iniciado a primeira fase de ataques contra alvos israelenses.
Depois, o grupo afirmou que as ações tinham sido suspensas. Já Tel Aviv reiterou que não busca uma guerra total contra a milícia apoiada pelo Irã, a despeito das ofensivas em larga escala de ambos os lados. Um diplomata ouvido pela agência de notícias Reuters disse que Israel e o Hezbollah se comunicaram e reafirmaram que não desejam uma escalada no conflito.
Dois dos três mortos no Líbano eram membros do Hezbollah, de acordo com o grupo. Com isso, o número de militantes do grupo mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, que deu início à tensão generalizada na região, chega a 430.
O Exército israelense emitiu um alerta para que os moradores da região sul do Líbano se retirassem imediatamente de suas casas. No comunicado, as Forças Armadas disseram que continuavam “monitorando os preparativos do Hezbollah para realizar grandes ataques em território israelense”.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, declarou um estado de emergência em todo o país que deve durar 48 horas. De acordo com as Forças Armadas, cerca de 210 foguetes e 20 drones foram lançados do Líbano em direção ao norte de Israel —o Hezbollah fala em 320 foguetes lançados contra 11 alvos militares em retaliação pela morte do comandante Fuad Shukr no mês passado.
Folhapress





