
Em novo episódio que aumenta os temores relacionados a um conflito amplo em todo o Oriente Médio, o Exército de Israel atacou na noite desta sexta-feira (25/10) alvos militares do Irã. Fortes explosões foram ouvidas em Teerã e nos arredores da capital, de acordo com relatos da imprensa local, ligada ao regime.
A TV estatal do país informou que fortes explosões foram ouvidas em regiões próximas de Teerã. Além da capital, a cidade de Karaj teria sido um dos alvos da ofensiva.
A imprensa estatal afirma ainda, mencionando funcionários de inteligência do regime, sem nomeá-los, que a origem dos estrondos poderiam ser da “ativação do sistema de defesa aérea”. Já a agência Tasnim diz que “nada havia sido relatado sobre o som de foguetes ou aviões no céu de Teerã”.
A TV estatal da Síria, por sua vez, também afirmou que explosões foram ouvidas na capital do país, Damasco.
Não havia, até a publicação deste texto, comentários oficiais do regime iraniano sobre o ocorrido.
“Em resposta aos meses de ataques contínuos do regime do Irã contra o Estado de Israel, neste momento as Forças de Defesa de Israel estão conduzindo ataques de precisão contra alvos militares no Irã”, afirma o porta-voz da Forças Armadas do país, Daniel Hagari, em comunicado.
A facção xiita é fomentada, financiada e armada pelos iranianos, e também é aliada do grupo terrorista palestino Hamas, cujo ataque a Israel no dia 7 de outubro de 2023 deu início à guerra atual na região.
Aquela foi apenas a segunda ofensiva do Irã contra território de Israel. A anterior, inédita, havia ocorrido em abril, em meio à escalada do conflito de Tel Aviv contra o Hamas na Faixa de Gaza.
Logo após a ação iraniana, Israel disse que iria retaliar. Segundo o jornal Washington Post, Netanyahu prometeu ao governo Joe Biden que não iria atacar alvos ultrassensíveis do Irã, como instalações nucleares ou infraestrutura petrolífera, mas sim bases militares.
Folhapress





