
O Irã confirmou na madrugada desta segunda-feira (20/5) a morte do presidente Ebrahim Raisi e de sua comitiva, incluindo o chanceler Hossein Amirabdollahian, após a queda do helicóptero que os transportava de volta ao país depois de uma visita à fronteira com o Azerbaijão. A queda ocorreu em um terreno montanhoso e de difícil acesso.
A morte de Raisi foi confirmada em um comunicado nas redes sociais pelo vice-presidente Mohsen Mansouri e também na televisão estatal. “Anuncio cinco dias de luto público e ofereço minhas condolências ao querido povo do Irã”, disse, em um comunicado, Ali Khamenei, líder supremo do Irã que podia ser substituído por Raisi.
A emissora estatal informou que imagens do local mostram a aeronave colidindo com o pico de uma montanha, embora ainda não exista informação oficial sobre a causa do incidente. Um vídeo mostra os destroços queimados de parte do helicóptero.
Uma autoridade iraniana havia afirmado anteriormente que o helicóptero que transportava Raisi e Amirabdollahian ficou completamente queimado. Também estavam na aeronave o governador da província de Azerbaijão Oriental, o principal imã da região, o chefe de segurança do presidente e três tripulantes. NInguém sobreviveu.
As equipes de resgate enfrentaram nevascas e terrenos difíceis durante a noite para chegar aos destroços nas primeiras horas desta segunda-feira.
Segundo a agência de notícias oficial IRNA, mais de 20 equipes de resgate equipadas com drones e cães farejadores foram enviadas ao local do acidente, próximo à cidade de Jolfa, a cerca de 600 quilômetros da capital, Teerã.
Anteriormente, a emissora nacional havia interrompido toda a programação regular para mostrar as orações realizadas por Raisi em todo o país.
Sua morte aumenta a incerteza em relação ao futuro do país. O jurista de 63 anos era um dos possíveis sucessores do aiatolá Ali Khamenei. A substituição do líder supremo, de 85 anos e saúde frágil, é uma das grandes preocupações imediatas e pode ficar ainda mais complexa agora.
Reuters e AFP





