Como futebol pode ser muito mais do que um esporte, a perspectiva de confronto entre Inglaterra e França na Copa do Mundo traz a lembrança da definição do pesquisador Richard Davies.
Em artigo no Jornal Francês de Estudos Britânicos, ele definiu que a relação entre os dois países jamais foi capaz de fugir de conflitos e rivalidades do passado. E que as memórias delas se transformam com frequência em pontos de referência em discussões e crises diplomáticas.
Com a tranquila vitória por 3 a 0 sobre Senegal neste domingo (4), a Inglaterra selou a classificação para as quartas de final para enfrentar os atuais campeões do mundo. Horas antes, a França havia despachado a Polônia por 3 a 1.
Neste domingo, no estádio de Al Bayt, em Al Khor, demoraram a impor seu domínio sobre Senegal. Ismalia Sarr perdeu chance aos 21, com grande defesa de Jordan Pickford. Mas no momento em que Jordan Henderson abriu o placar aos 38, a partida só poderia ter um ganhador.
A Inglaterra tomou conta do jogo e ampliou nos acréscimos da etapa inicial com Harry Kane. Bukayo Saka completou aos 12 do segundo tempo.
Derrotado o Senegal, a Inglaterra poderá ter pela frente o jogo de maior glamour do Mundial até agora. Será a disputa entre opostos, como sempre acontece entre os dois países. O artilheiro Harry Kane, referência do ataque inglês, contra Kylian Mbappé, já candidato a ser o melhor da Copa do Mundo e autor de cinco gols.
Rivalidades passadas em diferentes áreas continuam a ter negativo impacto nas relações entre franceses e britânicos, escreveu o pesquisador Richard Davies.
Agora será no futebol.
Folhapress





