Puxado pelo avanço dos combustíveis e dos alimentos, o índice oficial de inflação do Brasil teve alta de 0,41% em novembro, informou nesta sexta-feira (9/12) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
É o segundo mês consecutivo de elevação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O indicador, contudo, mostrou uma desaceleração frente a outubro, quando havia subido 0,59%.
O novo resultado também ficou abaixo das projeções do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam alta de 0,53% no mês passado.
No acumulado de 12 meses, o índice desacelerou para 5,90% em novembro. É a menor taxa desde fevereiro de 2021 (5,20%). O avanço era de 6,47% até a divulgação de outubro deste ano.
O ritmo menor do IPCA em novembro pode ser associado em parte a promoções da Black Friday. Sinal disso é que o índice de difusão desacelerou de 68% em outubro para 59% no mês passado. É o menor nível desde agosto de 2020 (55,17%).
O índice de difusão mede o percentual de subitens que subiram em relação ao total pesquisado (377).
Dos 9 grupos de bens e serviços que compõem o IPCA, 7 tiveram alta em novembro. Os maiores impactos vieram do segmento de transportes, que subiu 0,83%, e de alimentação e bebidas, que avançou 0,53%.
O primeiro acelerou frente a outubro (0,58%), enquanto o segundo variou menos do que no mês anterior (0,72%). Transportes e alimentação e bebidas tiveram impactos de 0,17 ponto percentual e de 0,12 ponto percentual, respectivamente, em novembro.
Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 71% do IPCA do período. A maior variação no mês veio de vestuário (1,10%). O resultado desse segmento ficou acima de 1% pelo quarto mês consecutivo. Artigos de residência (-0,68%) e comunicação (-0,14%) foram os únicos com recuos.
Folhapress





