17/09/2026

Inflação fecha 2022 em 5,79% e estoura meta pelo segundo ano consecutivo.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acumulou alta de 5,79% nos 12 meses de 2022, informou nesta terça-feira (10/01) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Influenciado pelos cortes de impostos sobre os combustíveis, o índice perdeu força em relação a 2021, quando havia subido 10,06%.

Mesmo com a trégua, os preços seguem em um patamar elevado para o bolso dos brasileiros. Sinal disso é que o IPCA estourou pelo segundo ano consecutivo a meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central).

A variação também veio acima das expectativas do mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam variação de 5,60% em 2022.

O centro da meta de inflação era de 3,5% no ano passado, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima (5%) ou para baixo (2%).

Com o resultado acima dessa faixa, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, terá de escrever uma carta explicando o descumprimento da medida de referência.

Nesta terça, o IBGE também informou que o IPCA subiu 0,62% em dezembro, depois da alta de 0,41% em novembro.

O novo resultado veio acima das expectativas do mercado. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam variação de 0,44% no último mês do ano passado.

Economistas avaliam que a carestia não se esgota em 2022 e também representa um desafio para o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023.

Em um cenário de incertezas fiscais com possíveis gastos da gestão petista, instituições do mercado financeiro aumentaram as estimativas para o IPCA deste ano.

A alta prevista para o acumulado de 2023 subiu de 5,31% para 5,36%, conforme a edição mais recente do boletim Focus, divulgada pelo BC na segunda (9).

Se a projeção for confirmada, 2023 marcará o terceiro estouro consecutivo da meta de inflação.

O centro da medida de referência foi definido em 3,25% para este ano. O intervalo de tolerância, novamente, é de 1,5 ponto percentual para mais (4,75%) ou para menos (1,75%).
Folhapress

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