Não basta ter dinheiro nem estar na lista VIP dos patrocinadores. É preciso ser amigo do rei, no caso o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, ou do outro anfitrião da Copa, Gianni Infantino, presidente da Fifa.
Tal proximidade é o visto no passaporte para desfrutar dos espaços mais exclusivos e da companhia deles nos estádios do Mundial 2022.
A sigla VIP, que designa “Very Important Person” entre convidados de festas e eventos, ganhou pelo menos duas categorias superiores na Copa do Qatar, a dos supervips e a dos ultravips.
O “The New York Times” publicou extensa reportagem sobre o fenômeno. “Quando V.I.P. não é exclusivo o suficiente. Bem-vindo ao V.V.I.P” é o título do texto que retrata a distinção entre as pessoas muito, muito importantes daquelas simplesmente importantes.
Com o excesso de VIPs em busca de bebidas alcoólicas proibidas nos estádios, mas liberadas nos espaços de hospitalidade dentro e nos arredores das arenas, foram surgindo novos status de exclusividade ao longo deste Mundial.
A inflação dos VIPs, entre convidados dos organizadores e patrocinadores ou entre aqueles que pagam a partir de US$ 950, por pessoa e por jogo, para ter acesso a camarotes e lounges fez surgir o “V.V.I.P”.
Logo os organizadores, no entanto, precisaram criar uma terceira lista ainda mais exclusiva: os “V.V.V.I.P.”, que seria “o equivalente humano de um hotel sete estrelas”, como classificou o “New York Times”.
Nessa escalada rumo ao Everest do luxo em uma Copa alvo de escândalo pelo jorro de petrodólares para o Qatar sediá-la, bilionários, poderosos e famosos de verdade desfrutam de mordomias dignas da família real qatariana.
Na chegada aos estádios em carrões pretos de marcas de luxo, os ultravips são recebidos com tapete vermelho e serviço de concierge para um check-in rápido e entrada privativa.
Assistem ao evento em um espaço requintado, com menu de seis pratos e brindando com champanhe francesa, vinhos selecionados e destilados premium.
Nesse rol estão reis e príncipes do futebol, como os brasileiros Ronaldo, Roberto Carlos, Cafu e Kaká, ultravips no jogo Brasil e Suíça.
NYT





