O nível de inadimplência no Brasil ultrapassou em fevereiro a marca de 65 milhões de pessoas pela primeira vez desde maio de 2020, quando o país e o mundo enfrentavam o auge da primeira onda da pandemia de Covid-19.
O último levantamento mensal realizado pela Serasa, divulgado na semana passada, mostra que 65.169.146 de pessoas encontravam-se inadimplentes. O número é superado nos últimos dois anos em apenas dois períodos: abril de 2020, que registrou 65.908.612 inadimplentes, e maio daquele ano, com 65.231.943 de devedores.
O dado de fevereiro deste ano é superior ao registrado em todos os outros meses entre 2020 e 2022, inclusive ao período pré-pandemia.
Em fevereiro de 2019, por exemplo, 62.172.903 estavam em situação de inadimplência — 3 milhões a menos.
Segundo especialistas, a inadimplência no Brasil hoje possui traços diferentes daqueles que eram observados em 2020, quando o mundo experimentou o início de uma crise provocada por um novo vírus.
No atual cenário, a reabertura de estabelecimentos e a retirada de medidas de restrições contribuem para a retomada da economia, que por sua vez possui alguns segmentos historicamente com taxas de inadimplência maiores, como é o caso de bancos e cartões.
O segmento de bancos e cartões registrou 28,63% no nível de inadimplência em fevereiro de 2022, segundo a Serasa. Logo atrás estão as categorias de serviços de utilidade (23,19%), varejo (12,54%) e telecomunicações (7,43%).
A categoria de bancos e cartões sempre liderou o levantamento, mas obteve um modesto crescimento este ano ao comparar com o auge pandêmico inicial.
Em abril e maio de 2020, o índice era 27,58% e 27,59%, respectivamente – pouco mais de 1% do registrado em fevereiro de 2022.
A Serasa explicou que a somatória das categorias não resulta em 100% pois há diversos outros segmentos com indicadores insignificantes para divulgação dos resultados. Fonte: CNN Brasil





