O Ibovespa fechou em queda de 0,78% nesta sexta-feira (20/1), aos 112.040 pontos, no último pregão de uma semana marcada pela derrocada da Americanas, uma das varejistas mais tradicionais do país, que viu suas ações afundarem para centavos após pedir recuperação judicial em meio a dívidas de R$ 43 bilhões, após identificar inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões.
No acumulado da semana, o índice registra alta de 1,16%. No ano, o balanço é positivo em 2,25%. Já a Americanas teve mais um dia de queda, 29%, encerrando a sessão valendo R$ 0,71.
No último pregão antes do comunicado sobre o rombo na contabilidade da empresa, a ação fechou cotada a R$ 12.
Declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também trouxeram desconforto, mas o forte fluxo de capital externo para o mercado acionário brasileiro neste começo de ano, no entanto, proporcionou mais uma semana com desempenho acumulado positivo, o que deixou a performance em 2023 no azul.
O dólar fechou em alta de 0,68% nesta sexta-feira (20), cotado a R$ 5,21, marcando o terceiro dia de valorização ante o real, à medida que agentes financeiros ainda repercutiram declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a economia, enquanto, no exterior, a moeda norte-americana recuava frente à maioria das divisas.
Na semana, a moeda norte-americana acumula valorização de 1,98%, primeira semana de alta no ano.
Com a agenda doméstica esvaziada, o Ibovespa tenta se segurar na realização de lucros, pegando carona tanto nos preços de petróleo quanto de minério de ferro, que subiram no mercado internacional, e ajudam as empresas brasileiras do setor.
Os investidores internacionais também renovam a aposta na recuperação econômica da China e, portanto, melhorando o ambiente para investimentos em países emergentes.
CNN Brasil





