O Ibovespa fechou em alta de 0,92% nesta sexta-feira (24/3), aos 98.829 pontos, um dia após renovar mínimas desde julho de 2022, mas o movimento não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas na semana, marcada por reprecificação de expectativas otimistas em relação à trajetória da Selic e novos ruídos institucionais no Brasil.
A recuperação, porém, pode ser cerceada pela cena externa, com o retorno da aversão a risco no exterior por causa da crise bancária, e a escalada de tensões entre o governo federal e o Banco Central (BC).
Na semana, o índice acumula perdas de 3,21%, período que também marcou o recuo no patamar dos 100 mil pontos.
Já o dólar encerrou o dia em queda de 0,75%, cotado a R$ 5,25 na venda, com participantes do mercado aproveitando as cotações mais altas para internalizar recursos e ajustar posições, enquanto no exterior a moeda norte-americana subia em meio à turbulência trazida pelo Deutsche Bank.
Com a derrocada das ações do banco alemão, pressionadas pela alta no custo de seguro contra inadimplência de seus títulos, a expectativa era de que o dólar passasse por mais uma sessão de alta nesta sexta-feira, com investidores em busca de segurança.
“Tivemos um fluxo positivo com dólar a 5,30 reais, houve bastante venda de exportador, tanto no pronto (moeda à vista) quanto no futuro. Na medida que vai vendendo, o dólar dá uma desacelerada”, disse Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “O dia até que começou nervoso, com o dólar em alta, mas contra fluxo não há argumentos”, acrescentou.
Ao longo do dia, o dólar também perdeu um pouco de força no exterior em relação a algumas divisas de países exportadores de commodities, o que reforçou o viés de baixa para a moeda norte-americana no Brasil.
CNN Brasil





