O Ibovespa fechou em baixa nesta quarta-feira (31/08), com a queda de papéis de bancos ofuscando o desempenho das ações da Petrobras, em sessão também marcada por realização de lucros conforme agosto terminou com o segundo maior ganho mensal do ano.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,46%, a 109.922 pontos. No mês, subiu 6,55%.
O dólar tornou a mostrar forte alta pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, encerrando agosto acima de R$ 5,20 e mais do que apagando a queda acumulada no mês até a véspera, num dia combalido para divisas emergentes em geral em meio a nova debacle nos preços das commodities.
O real sofreu adicionalmente com percepção de saída de recursos relacionada ao pagamento de dividendos da Vale e da Petrobras a investidores de posse de ADRs, com bancos emissores dos recibos remetendo os valores a clientes externos. O ingresso anterior de capital derivado da necessidade das empresas de fazer caixa para realizar os pagamentos teria turbinado a queda recente do dólar, segundo relatos.
No fechamento das operações no mercado à vista, o dólar saltou 1,74%, a R$ 5,20 na venda. O ganho percentual é o mais intenso desde 2 de agosto (1,93%) e o patamar de encerramento é o mais alto desde o último dia 4 (R$ 5,22).
A cotação se manteve em alta por todo o pregão. Na mínima, subiu 0,23%, a R$ 5,12, e no pico bateu R$ 5,21, apreciação de 1,96%.
Em dois dias, o dólar subiu 3,33%, maior alta percentual para esse intervalo desde 13 de junho (3,97%). Com a forte valorização, a divisa não apenas apagou a perda de 1,17% vista no acumulado do mês até a véspera como concluiu agosto em alta de 0,54%. No ano, reduziu a queda para 6,69%.
Reuters





