O Ibovespa estendeu o clima positivo dos últimos dias e voltou a fechar em alta nesta sexta-feira (19/5), com investidores repercutindo da alta da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre e as discussões sobre a queda dos juros.
No ambiente internacional, as atenções seguiram nas negociações entre republicados e democratas para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos e evitar um calote histórico.
Em paralelo, os mercados também digeriram as falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Jerome Powell sobre os próximos passos da política monetária.
Diante destes cenários, o principal indicador da bolsa brasileira encerrou o dia com alta de 0,58%, aos 110.744 pontos. O desempenho faz o Ibovespa fechar a semana com valorização de 2,14%.
Pressionado pela tensão do teto da dívida norte-americana, o dólar seguiu a mesma direção e fechou com avanço de 0,53%, negociado a R$ 4,99 na venda. Durante o dia, a moeda chegou a romper a casa dos R$ 5.
O resultado faz o dólar encerrar a semana com alta de 1,48%. Na pauta doméstica, o IBC-Br, sinalizador do PIB calculado pelo Banco Central, recuou 0,15% em março em relação ao mês anterior, mostrou dado dessazonalizado, menos do que a expectativa de retração de 0,30%.
Apesar da queda, no acumulado do primeiro trimestre o indicador subiu 2,41%, sinalizando a resiliência da economia brasileira em meio ao aperto dos juros do Banco Central.
Em relação ao primeiro trimestre de 2022, o IBC-Br mostrou crescimento econômico em 3,87%.
Na agenda política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participaram de um evento nesta tarde e focaram suas falas na atual política de juros.
Para Haddad, o debate sobre as decisões monetárias não deve ser considerado uma afronta.
“As políticas fiscal e monetária são dois braços do mesmo organismo, têm que trabalhar em harmonia”, disse.
Na arena internacional, o presidente do Federal Reserve disse hoje que ainda não está clara a decisão da política monetária no encontro de junho, apesar de os riscos estarem mais equilibrados.
Atualmente, a taxa de juros da maior economia do mundo está entre 5% e 5,25% ao ano.
CNN Brasil





