O Ibovespa fechou em queda de 2,29% nesta quinta-feira (23/3), aos 97.926 pontos, invertendo o movimento de alta visto mais cedo, enquanto investidores digerem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) em manter a taxa Selic no elevado patamar de 13,75%.
Pregão também foi influenciado por novas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao BC e pela escalada no conflito entre os titulares da Câmara dos Deputados e do Senado.
Já o dólar teve alta de 1,02%, cotado a R$ 5,29 na venda. O receio em torno dos atritos entre o governo Lula e o Banco Central, após a autoridade monetária ter descartado cortes da Selic no curto prazo, se sobrepôs a todos os demais fatores baixistas para a moeda norte-americana hoje.
Com a Selic em patamares altos por mais tempo, o que torna o Brasil mais atrativo para os investidores estrangeiros, era natural esperar uma queda do dólar ante o real nesta quinta-feira. Só que o receio de que a relação entre governo e BC se deteriore ainda mais colocou a moeda norte-americana em trajetória de alta ante o real.
O movimento pela manutenção dos juros brasileiros já era esperado, mas, contrariando as expectativas de comedimento, o BC subiu o tom no comunicado após a decisão e não descartou a possibilidade de mais apertos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou o comunicado “muito preocupante”, na mais recente crítica de membros do governo à autoridade monetária e ao patamar de juros do país.
Na tarde desta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o BC e seu dirigente, Roberto Campos Neto, em evento no Rio de Janeiro.
CNN Brasil





