Um homem foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão por tentativa de homicídio contra uma garota de programa e porte ilegal de arma em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo.
O júri foi realizado na última terça-feira (13/9). A decisão é em 1ª instância e cabe recurso.
O crime aconteceu há pouco mais de três anos, na Avenida José Herculano, no bairro Porto Novo, em meio a uma disputa entre prostíbulos na cidade.
Segundo acusação do Ministério Público, o réu Arthur Estevam e a mulher, proprietários de uma boate, resolveram passar em frente a uma outra casa noturna e fazer disparos. Após os primeiros tiros, eles fizeram o retorno e Arthur atirou novamente.
Os disparos feitos por Arthur atingiram a perna de uma garota de programa. O casal ainda tentou fugir, mas foi abordado pela Polícia Militar e preso após perseguição.
Segundo a PM, a motorista havia desobedecido ordem de parada e estava com sinais de embriaguez. A arma usada por Arthur tinha numeração raspada e foi adquirida oito meses antes do caso.
Na denúncia, o promotor Renato Queiroz de apontou que o crime de tentativa de homicídio aconteceu por motivo torpe, já que o casal assumiu o risco de assumir a vítima por causa de uma disputa entre casas noturnas.
Ao fim do julgamento, a defesa de Arthur manifestou o desejo de recorrer da decisão. Procurado pelo g1, o advogado Ary Bicudo afirmou que irá tentar diminuir a pena.
“Entendemos que o nobre juiz que presidiu, exemplarmente, os trabalhos do Júri, equivocou-se na dosimetria das penas e procuraremos corrigir junto ao TJSP. Em verdade Arthur não atirou na garota de programa. Ele fez disparos em direção à casa de prostituição”, informou.
Além de Arthur, a mulher dele, que conduziu o veículo com sinais de embriaguez, também vai ser julgada pela tentativa de homicídio. Apesar disso, ela entrou com recurso e ainda não há data para julgamento.
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