
Novas mensagens foram cedidas ao portal g1 pela família de Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, jovem que está desaparecida desde domingo (31/12), após o helicóptero em que ela, a mãe e mais duas pessoas estavam sumir durante voo para a Ilhabela.
A conversa é entre Letícia e o namorado. Ela conta que o grupo chegou a fazer um pouso de emergência antes de retomar o voo e perderem contato. Letícia enviou duas fotos do local para o namorado.
As mensagens foram enviadas no domingo. Depois dessas mensagens, a jovem enviou um vídeo mostrando o tempo chuvoso e com muita neblina, que dificultavam a visibilidade.
O vídeo do tempo fechado, com a informação de que estavam voltando para a capital, foi a última comunicação que a jovem teve com a família desde domingo (31), quando o helicóptero desapareceu.
A Força Aérea faz buscas, mas até o início da manhã desta terça-feira (2/1), não havia informações sobre o paradeiro dos quatro ocupantes da aeronave.
Em entrevista à TV Globo nesta segunda-feira (1º), a idosa Neuza Maria Rodzewics, que é avó de Letícia e mãe de Luciana, contou que o helicóptero pretendia retornar para a capital, por causa do tempo ruim.
A tia de Letícia, que junto com Neusa está em busca de notícias sobre o paradeiro das familiares, falou sobre as tentativas de contato que fizeram após o desaparecimento, mas que não conseguem falar com as duas por telefone.
“O pai da Letícia falou que o telefone dela começou a chamar, mas estamos tentando e só dá caixa postal. O da minha irmã (Luciana) está ativo, chama, chama e ninguém atende”, narrou Silvia Santos.
2º dia de buscas
A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou, na manhã desta terça-feira (2), o segundo dia de buscas pelo helicóptero com quatro ocupantes que desapareceu no último domingo (31), quando estava a caminho do Litoral Norte paulista.
As investigações iniciais apontam para a possibilidade de o helicóptero estar em alguma área entre a Serra do Mar, que é uma região de floresta densa do bioma Mata Atlântica, e Caraguatatuba (SP), cidade vizinha ao arquipélago de Ilhabela.
É entre o trecho de Serra em Paraibuna (SP) e do município de Caraguatatuba onde a FAB concentra as buscas.
Até o momento, somente a Força Aérea Brasileira (FAB) está responsável pelas buscas. O órgão usa um avião para procurar pelo helicóptero.
O modelo da aeronave usada pela FAB é o SC-105 Amazonas (foto), que é tido como moderno e especializado para cumprir missões de busca e salvamento. As buscas iniciam ao amanhecer e são encerradas no fim do dia.
Nesta segunda-feira (1º), a Polícia Militar prestou apoio nas buscas com o helicóptero Águia. Por ser menor e mais leve, a aeronave da PM consegue ir mais baixo para fazer as buscas. Apesar disso, a PM só deve retomar a procura caso a FAB solicite, já que não foram localizadas pistas pelas equipes.
Caso haja a suspeita de que o helicóptero possa ter caído no mar, a Marinha e o Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar) também devem ser acionados.
Desaparecimento
A aeronave saiu de São Paulo (SP) com destino a Ilhabela (SP), mas perdeu o contato com as torres de comando.
De acordo com a Polícia Militar, que deu apoio nas buscas, a aeronave desaparecida saiu do aeroporto de Campo de Marte, em São Paulo, no domingo (31), por volta das 13h15, com destino a Ilhabela.
O g1 apurou com familiares que os passageiros do helicóptero são: Luciana Rodzewics, de 45 anos; a filha dela, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, de 20 anos; e o terceiro passageiro é Rafael Torres, um amigo da família que fez o convite para o passeio e mais o piloto
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