17/09/2026

Gusttavo Lima nega irregularidades, chora e diz estar prestes a jogar a toalha.

O cantor Gusttavo Lima, 32, pediu para os fãs rezarem por ele e disse que está prestes a ‘jogar a toalha’ após uma série de suspeitas em contratações por prefeituras para shows.

“É muito triste ser esculhambado, tratado como se fosse um criminoso, um bandido. Aqui existe um ser humano, um pai de família, ninguém aqui é bandido”, disse, em live no Instagram nesta segunda-feira (30/5) à noite.

“É um peso gigantesco ter que aguentar tudo isso”, afirmou. “Não sei o motivo de tanto ódio, de tanta perseguição”.

O cantor pediu cautela nas acusações e negou irregularidades. Ele admitiu, no entanto, que cobra das prefeituras o mesmo valor dos contratantes privados e afirmou que a única coisa que tem para vender é a sua arte.

Para o cantor, o cachê é uma forma de valorizar a arte. “A gente paga as nossas contas com isso, a gente coloca comida na nossa mesa através do talento”, disse. “Não é porque é uma prefeitura que vou deixar de cobrar o meu valor. Tenho contas, funcionários para pagar”.

Lima contou que em 2019 chegou a fazer 300 shows e que não teve infância por cantar desde os 9 anos.

Durante a live, o artista repetiu que todos os seus bens foram conquistados com a garganta. Ressaltou também que paga impostos em dia e tem 500 funcionários diretos.

“A minha vida é cantar. Se tenho uma casa boa para morar, vocês podem ter certeza que saiu da minha garganta. Se tenho um carro bom, um barco, um avião, saiu daqui”, afirmou, batento no pescoço.

Anteriormente, por meio de uma nota, assessores de Lima disseram que o músico “não pactua com ilegalidades” e que não é seu papel “fiscalizar as contas públicas”.

Ele chorou no final da conversa com os fãs e revelou estar cansado, com vontade de sumir “para ver se a perseguição acaba”.

O desabafo do artista foi motivado pela divulgação de informações sobre apurações de contratos para shows. O Ministério Público de Minas Gerais, por exemplo, faz uma apuração preliminar para verificar se houve irregularidades na contratação por R$ 1,2 milhão do artista para um show cancelado em Conceição do Mato Dentro, no interior mineiro.

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar se houve irregularidades na contratação do sertanejo para um show em Magé, a 100 quilômetros da capital fluminense, por R$ 1 milhão.

Lima afirmou que não tem ligação com dinheiro público e acredita ser alvo de perseguição. Disse ainda que está machucado emocionalmente, mentalmente e fisicamente.
Folhapress

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